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Serviços, Transportes, Telecomunicações e Utilities são os sectores que irão apostar mais em TI entre 2006-2011
Empresas nacionais de média e grande dimensão vão investir em média 1,7 por cento do volume de negócios em Tecnologias de Informação
Lisboa, 28 de Abril de 2008 – O sector da Administração Pública e o sector da Banca lideram os investimentos do mercado empresarial português em Tecnologias de Informação, tendência que se deverá manter até 2011, avançou a IDC, empresa líder mundial na área de “market intelligence”, serviços de consultoria e organização de eventos para os mercados das Tecnologias de Informação, Telecomunicações e Electrónica de Consumo.
De acordo com o Estudo “Mercado Empresarial de Tecnologias de Informação: Sondagem e Previsões, 2006-2011”, o sector da Administração Pública, foi o que mais investiu em Tecnologias de Informação em 2007, ultrapassando os 430 milhões de euros, seguido de muito perto pelo sector da Banca com mais de 400 milhões de euros. O sector da indústria, por sua vez, ocupa a 3º posição ao nível do investimento em TI por sector com mais de a 370 milhões de euros, enquanto que o sector dos transportes, telecomunicações e utilities no conjunto atingiram quase os 325 milhões de euros.
Investimento do Sector dos Serviços é o que mais cresce, seguido pelo Sector dos Transportes, Telecomunicações e Utilities
Na análise por índices de crescimento, o investimento da Administração Pública deverá apresentar uma taxa de crescimento anual composta de 6,4 por entre 2006-2011, sendo no entanto ultrapassado pelo Sector dos Serviços, que deverá apresentar uma taxa de crescimento composta anual de 7,2 por cento, e pelo sector dos Transportes, Telecomunicações e Utilities no conjunto, onde se prevê um crescimento anual médio no período em análise de 6,6%.
“O investimento dos sectores que dispõem já de uma maior penetração das Tecnologias da Informação e Comunicação, como é o caso do sector Financeiro e das Telecomunicações, irão continuar no sentido da sofisticação. As conclusões deste estudo permitem também avançar que, para além do investimento do sector público com especial enfoque na saúde, as organizações de média dimensão vão apresentar um ritmo de investimento mais elevado, o que irá originar um aumento significativo da utilização das TI nos sectores da Indústria, Retalho e Serviços no período em análise.”, disse Gabriel Coimbra, Research & Consulting da IDC Portugal.
O responsável da IDC, acrescenta ainda que “Apesar deste optimismo crescente, existem ainda muitas organizações que estão cautelosas relativamente às decisões de investimento em TI, por operarem em condições de mercado difíceis, com prazos médios de recebimentos longos, rentabilidades diminutas e paybacks dilatados. Neste âmbito, a IDC prevê que as organizações que se encontram nesta situação vão continuar a rentabilizar a tecnologia que possuem, optando pela sua optimização, em vez de realizarem investimentos em grande escala”.
Empresas nacionais de média e grande dimensão investem em média 1,7 por cento do volume de negócios em Tecnologias de Informação. O objectivo principal é o aumento de produtividade.
Este estudo, que teve como objectivo fornecer uma visão detalhada da situação actual e das tendências de investimento por parte das empresas portuguesas de média e grande dimensão em Tecnologias de informação, identificou que as principais dinâmicas do investimento em tecnologias de informação das empresas nacionais estão relacionadas com objectivos de aumento de produtividade e aumento da eficiência de processos.
Neste âmbito, o investimento em TIs para o período em análise vai incidir na renovação do hardware, no upgrade e na aquisição de novo software aplicacional, onde se destacam as aplicações de gestão empresarial (ERP), gestão documental e de conteúdos, na segurança, em sistemas de continuidade de negócio e na integração dos sistemas.
Ainda de acordo com este estudo as empresas nacionais de média e grande dimensão deverão investir 1,7 por cento do seu volume de negócios em Tecnologias de informação e cerca de 1 por cento em serviços de telecomunicações.
Para a realização deste estudo a IDC conjugou diversas metodologias de pesquisa, sendo a principal fonte de informação a realização de uma pesquisa descritiva com base numa sondagem junto de 414 empresas e organismos da Administração Pública, considerado o volume de facturação anual (ou orçamento anual, no caso da AP) acima dos 20 milhões de Euros. O estudo conta também com estimativas e previsões para o valor da despesa em Tecnologias de Informação realizada em Portugal, entre o ano 2006 e 2011. Mais concretamente, estas informações inserem-se num estudo sistemático desenvolvido a nível mundial há mais de uma década, assentando as previsões em modelos de propriedade da IDC, específicos de cada mercado.
Sobre a IDC A IDC é a empresa líder mundial na área de “market intelligence”, serviços de consultoria e organização de eventos para os mercados das Tecnologias de Informação, Telecomunicações e Electrónica de Consumo. A IDC ajuda os profissionais de Tecnologias de Informação, decisores empresariais e investidores a tomarem decisões sobre tecnologia e estratégias de negócio baseadas em factos.
Mais de 850 analistas da IDC em 50 países fornecem conhecimento profundo sobre oportunidades, tendências tecnológicas e evolução dos mercados a nível global, regional e local. Há mais de 42 anos que a IDC fornece informação estratégica para ajudar os seus clientes a atingirem os objectivos de negócio. A IDC é uma subsidiária da IDG – International Data Group, líder mundial na área dos media tecnológicos, estudos de mercado e de eventos.
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