Lisboa, 23 de Junho de 2009
- O mercado de telefones móveis em Portugal caiu 23% no primeiro trimestre de 2009, face a igual período de 2008, segundo o relatório European Quarterly Mobile Phone Tracker, da analista de mercado IDC.
"Os dados do primeiro trimestre de 2009 publicados pela IDC sobre o mercado europeu de telefones móveis, mostram que o impacto da crise económica ainda irá durar e Portugal, tal como já previsto, está a sofrer os seus efeitos mais tardiamente que o resto da Europa, cuja queda se fixou neste trimestre em 14%" afirmou Francisco Jerónimo, Responsável Europeu de Research da Área de Telefones Móveis da IDC.
Durante o primeiro trimestre de 2009 foram vendidos em Portugal cerca de um milhão de telefones móveis, dos quais 11% são smartphones e 89% telefones móveis tradicionais.
Este último segmento sofreu uma queda de 20% enquanto o segmento de smartphones caiu 39%, face ao período homólogo.
Para a IDC, o primeiro trimestre caracteriza-se frequentemente por quebras nas unidades expedidas, fruto da diminuição natural da procura e da necessidade de escoar stocks do período de Natal.
"O impacto da crise na procura de telefones móveis está a ser mais forte do que o previsto e nem o segmento dos smartphones está imune.
Durante o trimestre verificou-se que o preço continua a ser um dos factores determinantes para a escolha de um novo equipamento pelos consumidores portugueses.
Por outro lado, a maioria dos fabricantes optou por adiar o lançamento de novos smartphones para o segundo trimestre, o que fez com que o período se tenha caracterizado pela falta de novidades", afirmou Francisco Jerónimo.
Segundo a IDC, no primeiro trimestre de 2009 em Portugal há que destacar o crescimento da Samsung e da LG.
De facto, no segmento dos telefones móveis tradicionais, a Samsung igualou a quota de mercado da Nokia (39%).
Por sua vez, a LG cresceu 68%, alcançando uma quota de mercado de 7% e a terceira posição.
Estes resultados são fruto de uma estratégia consistente em termos de portfolio, conseguindo estes fabricantes desenvolver marcas "aspiracionais" com produtos premium, ao mesmo tempo que apresentam um vasto leque de modelos de média e baixa gama com preços bastante competitivos.
Neste trimestre há ainda a destacar o facto da Nokia ter mantido a sua quota de mercado acima dos 70% no segmento dos smartphones, apesar da queda verificada no trimestre e do crescimento de outros fabricantes no segmento (Samsung e Apple em particular).
Isto demonstra que os novos concorrentes da Nokia estão a contribuir para o crescimento do mercado dos smartphones e não a retirar quota ao fabricante finlandês.
Análise dos Fabricantes no Primeiro Trimestre de 2009 em Portugal no Mercado Total de Telefones Móveis (Telefones Móveis Tradicionais mais Smartphones)
A Nokia manteve a sua posição de liderança no primeiro trimestre com uma quota de 42%.
O segmento dos smartphones foi aquele que mais influenciou os resultados do fabricante e consequentemente os resultados do mercado neste segmento.
A Nokia detém uma quota de 70% no segmento dos smartphones.
No segmento dos telefones móveis tradicionais as unidades vendidas caíram 19% face a igual período de 2008.
Neste segmento o fabricante detém uma quota de mercado de 39%.
A Samsung é o segundo maior fabricante, tendo conquistado uma quota de mercado de 36%, apesar da quebra de 2% nas unidades vendidas durante o primeiro trimestre de 2009.
No segmento dos telefones móveis tradicionais a Samsung igualou a Nokia em termos de quota de mercado, com 39%.
No segmento dos smartphones a marca coreana detém uma quota de mercado de 9%, sendo de destacar o modelo Samsung Omnia.
A LG alcançou neste trimestre a terceira posição e continua a apresentar uma excelente performance, tendo sido o único fabricante com um crescimento positivo face a 2008.
As unidades vendidas aumentaram 68% e a empresa conquistou uma quota de mercado de 7%, a mais alta de sempre.
Os modelos LG Cookie KP500 e LG KP100 foram os que mais contribuíram para esta performance positiva, em claro contra ciclo.
A Sony Ericsson passou ao quarto lugar no ranking dos fabricantes com uma quota de mercado de 4% e uma queda de 69% nas vendas.
No segmento dos smartphones a empresa detém uma quota de mercado de apenas 1%. |