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Crise Económica e Rápido Desenvolvimento Tecnológico Altera Utilização das Tecnologias de Informação

IDC Directions 2009 Reuniu Cerca de Mil Executivos e Decisores para Avaliar o Papel das Tecnologias de Informação para a Retoma Económica

Lisboa, 3 de Novembro de 2009 - O IDC Directions 2009, considerado o maior evento independente de Tecnologias de Informação em Portugal, reuniu no passados dias 21 e 22 de Outubro, cerca de 1000 participantes em torno de uma agenda dominada pelo imperativo das organizações prepararem antecipadamente as suas estratégias e investimentos em Tecnologias de Informação (TI) para responderem aos desafios da recuperação económica.

Mais de vinte responsáveis empresariais e especialistas intervieram durante os dois dias do IDC Directions 2009 sobre a contribuição das TI para o cumprimento das prioridades da gestão de risco, do controlo de custos e de manutenção da competitividade das organizações e apresentaram a antevisão da utilização das TI como uma das plataformas para o crescimento sustentável das empresas a médio e longo prazo.

Na abertura desta conferência o analista Crawford Del Prete, Executive Vice President Worldwide Research da IDC, fez a análise do novo panorama das tecnologias de informação ressaltando que o modelo de Cloud Services/Cloud Computing está a alterar a forma como as organizações "consomem" tecnologia, desde a infra-estrutura, passando pelas aplicações e mais recentemente pelos próprios processos de negócio. Ainda segundo este analista da IDC, a adesão crescente às redes sociais e aos dispositivos móveis está acelerar a utilização dos modelos de acesso online às tecnologias de informação e que os responsáveis empresariais deverão equacionar já estas tendências nas suas estratégias.

Por sua vez, Philippe de Marcillac, Executive Vice President International Business Units, da IDC, abriu o segundo dia do IDC Directions com as novas oportunidades de negócio que as empresas fornecedoras de tecnologias de informação podem explorar nos novos mercados emergentes da Ásia/Pacífico, Médio Oriente e África e América Latina. Segundo Marcillac, na maioria dos mercados emergentes os CIOs procuram obter das tecnologias de informação maior agilidade para estarem alinhados com os objectivos de negócio, e as prioridades tecnológicas para a retoma focalizam-se no conhecimento e satisfação do cliente e no conhecimento do negócio, prosseguindo sempre com o objectivo da contenção de custos. Neste âmbito, para além das tecnologias de CRM, Customer Analytics, Business Intelligence e analítica em tempo real, os novos modelos de negócio de TIs como o Cloud Computing e os Managed Services são as prioridades pós crise nestes mercados.

Com uma intervenção excepcional, Stephane Garelli, autoridade mundial em competitividade, Professor e Director do World Competitiveness Center do IMD, apresentou o novo mundo que surgiu da crise. Na resposta às questões: o que são os mercados, quem são os novos players e onde está o poder económico, Garelli diz que o "dinheiro" actualmente encontra-se na China, na Índia e no mundo Árabe, e os mercados emergentes que agora investem no seu próprio desenvolvimento alargam cada vez mais a sua influência através de aquisições nos países ditos desenvolvidos. Neste cenário as organizações europeias precisam de inovar para sobreviverem.

Daniel Bessa, director-geral da COTEC na sua intervenção alertou para a necessidade de Portugal preservar o know-how e a capacidade de desenvolvimento e inovação das inúmeras start-ups nacionais que, assim que começam a ter sucesso internacional, são adquiridas por empresas estrangeiras. Para Daniel Bessa, esta tendência tem que ser invertida para que Portugal possa oferecer produtos e serviços competitivos, alargando o imperativo da inovação às empresas de todos os sectores de actividade.

O contributo das tecnologias de informação para o desenvolvimento e competitividade dos negócios, independentemente do sector de actividade, ficou bem patente nas opiniões expressas pelos intervenientes do painel constituído por administradores de grandes empresas do mercado nacional. Os intervenientes no painel foram unânimes ao afirmarem que as TIs são críticas para o negócio, ao contribuírem para uma maior eficiência dos processos de negócio e comunicações, bem como para potenciar novos modelos de negócio. Este painel, moderado por Nicolau Santos, jornalista e director-adjunto do Expresso, contou com a participação de Alberto da Ponte, Presidente da Comissão Executiva da Sociedade de Central de Cervejas e Bebidas; Carlos Rodrigues, Presidente do Conselho de Administração do Banco Big; Diogo da Silveira, CEO da Companhia de Seguros Açoreana; Francisco Maria Balsemão, Administrador Executivo do Grupo Impresa e Presidente da ANJE; Jorge Jordão, Presidente do Crédito Agrícola Serviços e Crédito Agrícola Informática; e José Marquitos, Vice-presidente do Conselho de Administração da RTP.


Sobre a IDC
A IDC é a empresa líder mundial na área de "market intelligence", serviços de consultoria e organização de eventos para os mercados das Tecnologias de Informação, Telecomunicações e Electrónica de Consumo. A IDC ajuda os profissionais de Tecnologias de Informação, decisores empresariais e investidores a tomarem decisões sobre tecnologia e estratégias de negócio baseadas em factos.
Mais de 1000 analistas da IDC em 110 países fornecem conhecimento profundo sobre oportunidades, tendências tecnológicas e evolução dos mercados a nível global, regional e local. Há mais de 45 anos que a IDC fornece informação estratégica para ajudar os seus clientes a atingirem os objectivos de negócio.
A IDC é uma subsidiária da IDG – International Data Group, líder mundial na área dos media tecnológicos, estudos de mercado e de eventos.

Para mais informação:
Maria João Lourenço
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