IDC Apresenta em Lisboa Estudo Detalhado Sobre Aplicação Intensiva das Tecnologias de Informação no Combate ao Aquecimento Global
Lisboa, Portugal, 29 de Março de 2010 - A utilização intensiva das tecnologias de informação pode reduzir a emissão anual de gases de efeito de estufa em 25% a partir de 2020, por comparação com os níveis de 2006.
Esta é uma das principais conclusões de um estudo conduzido pela IDC à escala global e que será apresentado em Lisboa na presença do Secretário de Estado da Energia e Inovação.
No estudo "Reducing Greenhouse Gases Through Intense Use of Information and Communication Technology", a IDC conclui que é possível, até 2020, suprimir a emissão de 5,8 mil milhões de toneladas de CO2 para a atmosfera.
Para este cálculo, a IDC considerou o impacto, no âmbito dos países do G20, da aplicação de um conjunto de 17 tecnologias em quatro áreas de actividade
- Distribuição e Geração de Energia; Construção, Transportes e Indústria - que mostraram maior potencial para reduções significativas.
- A área da Energia é a que apresenta maior potencial de redução de emissões através da utilização de "redes energéticas inteligentes" (smart grids) para a total integração de fontes de energia renovável altamente distribuídas.
- Nos restantes sectores, estratégias tecnológicas de desenvolvimento de "edifícios inteligentes", cadeias logísticas optimizadas e a gestão inteligente de máquinas industriais, poderão originar poupanças substanciais na emissão de gases de efeito de estufa.
- A própria indústria das TI?s deverá dar o seu contributo através do aumento da eficiência energética de infra-estruturas informáticas (como os centros de dados) e de comunicações, e de uma abordagem mais consistente ás questões da reciclagem, gestão de resíduos e reaproveitamento de equipamentos existentes.
Para apresentar este estudo na Conferência IDC Energy ICT Fórum, estará em Lisboa no próximo dia 25 de Maio, Roberta Bigliani, IDC EMEA Research Director e co-autora do relatório, que também apresenta um Índice de Sustentabilidade que classifica as maiores potências económicas mundiais e respectivo tecido económico pela sofisticação tecnológica no combate ao aquecimento global.
Este evento, que contará com a intervenção, na sessão de abertura, do Prof. Carlos Zorrinho, Secretário de Estado da Energia e Inovação, deverá reunir os executivos do sector da energia para debater o papel das energias renováveis e das tecnologias de informação no actual contexto, em que a Agência Internacional de Energia projecta para 2030 um consumo global de energia 50% superior ao actual.
Intervenções de empresas lideres na inovação nestas áreas, bem como a apresentação de estudos de caso nacionais, contribuirão para uma perspectiva realista do potencial de uma abordagem tecnológica á redução da emissão de gases e ao combate ao aquecimento global. |