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Análise IDC Revela Menor Sofisticação e Propensão das PME's Portuguesas para o Investimento em TI's, Face às Suas Congéneres Europeias
Em 2010 Este Segmento Deverá Investir Menos 7,1% em Tecnologias de Informação, Uma Quebra Superior á do Mercado Global em Portugal
Lisboa, 27 de Julho de 2010 - As PME's representam actualmente 35% do investimento em Tecnologias de Informação (TI) em Portugal, tendo investido 1,16 milhões de euros em 2009, uma quebra de 11,1% face a 2008, afirma a analista de mercado IDC.
Para 2010, este montante de investimento irá reduzir-se em 7,1%, num cenário de relativo atraso tecnológico face às suas congéneres europeias, analisado no estudo IDC "Investimento nas Tecnologias de Informação das PME Portuguesas", agora divulgado.
Mercado Nacional de TI reduzirá 6,5% em 2010
Esta situação não destoa da do mercado global de Tecnologias de Informação, que deverá registar uma quebra de 6,5% em 2010 (para 3,09 mil milhões de euros), depois de já ter registado uma redução de 10,3% em 2009.
Estes dados resultam de uma importante revisão das previsões IDC feita a partir de diversas fontes de informação, das quais se destacam entrevistas aos fornecedores de TI's e uma pesquisa junto de utilizadores e consumidores.
"Os dados agora divulgados têm em linha de conta os dados finais de 2009, nomeadamente o último trimestre, e mostram uma linha de tendência de enfraquecimento progressivo do investimento em tecnologias de informação, em resultado dos baixos níveis de confiança do mercado empresarial e consequente forte quebra do investimento", afirma Gabriel Coimbra, Research & Consulting Director da IDC em Portugal.
"Em 2010 essa tendência de redução deverá desacelerar e, em 2011, com todas as reservas que a volatilidade económica aconselha, poderemos ver uma recuperação tímida deste mercado."
IDC analisa investimento das PME's nacionais no contexto europeu
O estudo IDC "Investimento nas Tecnologias de Informação das PME Portuguesas" enquadra-se numa análise ao mercado de TI a nível europeu sobre a utilização das TI e o impacto na competitividade das PME, onde são inquiridos fornecedores e compradores de TI neste segmento.
Em Portugal, nos últimos 12 meses a IDC inquiriu quase 1000 PMEs.
"Com este estudo, a IDC revela um conjunto de dados relevantes sobre o papel do investimento em TI's na modernização da esmagadora maioria do nosso tecido económico", afirma Gabriel Coimbra.
"As análises produzidas mostram algum atraso tecnológico das nossas PME's aliado a uma sensibilidade reduzida para a importância deste tipo de investimentos para manter a competitividade, o que leva ao desinvestimento em situações de crise."
Este estudo integra, por exemplo, uma análise de clusters onde foram definidos quatro grupos distintos numa escala de sofisticação dos investimentos em TI, definida a nível europeu:
- Os retardatários, que caracterizam as PMEs que possuem apenas uma infra-estrutura básica e muita relutância no investimento em TI, representando cerca de 27% das PMEs europeias.
Em Portugal este grupo representa quase 30% das PME.
- Os que esperam para ver, e que representam as PMEs que possuem uma base tecnológica consistente para o suporte dos seus processos empresariais, mas que têm uma atitude conservadora no que toca ao investimento em novas soluções tecnológicas.
Este grupo representa a maior fatia do universo de PMEs europeias (36%).
No caso concreto de Portugal este cluster representa quase 40% das PMEs.
- Os seguidores, empresas que são caracterizadas por uma sólida infraestrutura tecnológica e uma forte propensão para o investimento em TI.
Representam cerca de 16% das PMEs europeias.
Em Portugal representam cerca de 17%.
- Os orientados à tecnologia, que representam as PMEs mais sofisticadas no que diz respeito aos investimentos em tecnologia.
Integram este grupo 21% das PMEs europeias mas apenas 13% das PMEs nacionais.
O estudo agora divulgado analisa igualmente o nível de sofisticação e propensão para o investimento em TI's nos vários sectores de actividade e o impacto de um conjunto crítico de soluções tecnológicas na produtividade e competitividade das PMEs portuguesas. |