|
Crescimento de vendas de smartphones não evita descida na procura de telefones tradicionais
Consumidores preferem smartphones de baixa gama com sistema operativo Android
Lisboa, 18 de junho de 2012 - No primeiro trimestre de 2012 foram vendidos em Portugal 967 mil unidades de telemóveis, uma queda de 15% nas vendas, em relação ao mesmo período de 2011, aponta o estudo IDC European Mobile Phone Tracker.
Durante o trimestre foram vendidas 660 mil unidades de telefones tradicionais, uma diminuição de 28% face a igual período de 2011.
Em contraciclo, o segmento dos smartphones cresceu 40% (307 mil unidades vendidas) face ao período homólogo.
Os smartphones representaram 32% das vendas totais do trimestre.
"Apesar dos resultados negativos nas vendas de telefones móveis no primeiro trimestre deste ano, a descida foi menor do que o inicialmente previsto.
Muitos consumidores não conseguiram concretizar a compra do telemóvel desejado na época do Natal devido a ruptura de stock, o que deslocou a intenção de compra para as primeiras semanas de Janeiro.
E, por isso, o mercado apresentou uma queda inferior à esperada" explica Francisco Jerónimo, responsável europeu de research da área de telefones móveis da IDC.
No mercado português, a procura continua a ser dominada pelos smartphones de baixa gama com sistema operativo Android.
Mercado Português cada vez mais polarizado na Nokia e Samsung
O mercado português continua a caracterizar-se pela polarização, cada vez mais acentuada, dos dois maiores fabricantes, seguidos dos terminais das marcas dos operadores.
Os pequenos fabricantes vão continuar a sentir dificuldades em sobreviver num mercado dominado pela baixa gama e cujas margens de lucro são reduzidas.
Em simultâneo, as vendas na gama alta são insignificantes e não possibilitam libertar margens para investimento em ações de marketing.
Estima-se um contínuo desinvestimento destes fabricantes no mercado nacional e a concentração das operações em Espanha.
Por outro lado, os fabricantes chineses continuam a crescer no mercado e a tornar-se numa forte ameaça às marcas estabelecidas.
A IDC prevê que, nos próximos trimestres, os fabricantes Huawei e ZTE figurem já no ranking do mercado português. |